
A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) usou a cota aérea do Senado para pagar passagens aéreas para ela e membros da família Ciarlini e Rosado no país e no exterior. Ela também usou da verba para custear diárias em hotéis, o que não é previsto pelo regulamento do Senado.
As informações são da Folha de São Paulo, que teve acesso a mais de 320 páginas de cartões de embarque e comprovantes de passagens entre maio de 2007 e fevereiro de 2008 da senadora. Foram gastos R$ 160 mil em mais de 240 viagens no período – quase uma viagem por dia.
Pouco mais da metade dos bilhetes estão em nome de Rosalba Ciarlini. A outra parte foi emitida em nome do marido, filhos e outros parentes.
O caso da senadora potiguar é o primeiro a ser detalhado no Senado. Em abril, foi descoberto que os deputados da Câmara Federal faziam uso irregular da cota, no que ficou conhecido como “farra das passagens aéreas”.
Entre outros presentes, a senadora financiou a vinda de sua filha Karla e do genro alemão Jan Nabendahl de Frankfurt para Natal, em novembro de 2007, ao custo de R$ 5.813. As viagens de Luana Rosado e uma pessoa chamada Tricia Maia para Lisboa, Barcelona e Paris, no valor de R$ 7.457, também foram pagas pelo Senado.
Em 29 de fevereiro de 2008, Rosalba viajou para Estrasburgo, cidade turística francesa. Os bilhetes custaram R$ 3.376. Para justificar a viagem, ela que disse que estaria em atividades de interesse parlamentar entre 4 e 8 de março. Passou duas semanas.
Entre as diárias pagas estão a hospedagem de seu filho, Carlos Eduardo, no Marina Park Fortaleza, e a estada dela, do marido, do filho, do advogado Paulo Fernandes e da mulher dele, Olindia Fernandes, no Gran Meliá Mofarrej. A conta somou R$ 2.212,70.
A senadora, que é pré-candidata ao governo do estado em 2010, confirmou as informações à Folha de São Paulo e disse que via a cota como uma “complementação” dos benefícios do Senado.
"Antes, [a cota] era vista mais como uma complementação que era de uso do parlamentar, que ele podia usar para o deslocamento seu, do cônjuge, de dependentes ou de pessoas que achasse que era conveniente", disse.
Rosalba Ciarlini também informou que “a orientação era essa” quando chegou "senadora nova" na Casa.
Mesmo antes da regulamentação da cota, ocorrida em maio depois de descoberta a farra das passagens, o uso da verba não previa gastos com hospedagem ou turismo. Os senadores tinham direito ao valor de cinco bilhetes de ida e volta por mês entre Brasília. Por essa regra, a verba mensal de Rosalba era de cerca de R$ 22.400.
As informações são da Folha de São Paulo, que teve acesso a mais de 320 páginas de cartões de embarque e comprovantes de passagens entre maio de 2007 e fevereiro de 2008 da senadora. Foram gastos R$ 160 mil em mais de 240 viagens no período – quase uma viagem por dia.
Pouco mais da metade dos bilhetes estão em nome de Rosalba Ciarlini. A outra parte foi emitida em nome do marido, filhos e outros parentes.
O caso da senadora potiguar é o primeiro a ser detalhado no Senado. Em abril, foi descoberto que os deputados da Câmara Federal faziam uso irregular da cota, no que ficou conhecido como “farra das passagens aéreas”.
Entre outros presentes, a senadora financiou a vinda de sua filha Karla e do genro alemão Jan Nabendahl de Frankfurt para Natal, em novembro de 2007, ao custo de R$ 5.813. As viagens de Luana Rosado e uma pessoa chamada Tricia Maia para Lisboa, Barcelona e Paris, no valor de R$ 7.457, também foram pagas pelo Senado.
Em 29 de fevereiro de 2008, Rosalba viajou para Estrasburgo, cidade turística francesa. Os bilhetes custaram R$ 3.376. Para justificar a viagem, ela que disse que estaria em atividades de interesse parlamentar entre 4 e 8 de março. Passou duas semanas.
Entre as diárias pagas estão a hospedagem de seu filho, Carlos Eduardo, no Marina Park Fortaleza, e a estada dela, do marido, do filho, do advogado Paulo Fernandes e da mulher dele, Olindia Fernandes, no Gran Meliá Mofarrej. A conta somou R$ 2.212,70.
A senadora, que é pré-candidata ao governo do estado em 2010, confirmou as informações à Folha de São Paulo e disse que via a cota como uma “complementação” dos benefícios do Senado.
"Antes, [a cota] era vista mais como uma complementação que era de uso do parlamentar, que ele podia usar para o deslocamento seu, do cônjuge, de dependentes ou de pessoas que achasse que era conveniente", disse.
Rosalba Ciarlini também informou que “a orientação era essa” quando chegou "senadora nova" na Casa.
Mesmo antes da regulamentação da cota, ocorrida em maio depois de descoberta a farra das passagens, o uso da verba não previa gastos com hospedagem ou turismo. Os senadores tinham direito ao valor de cinco bilhetes de ida e volta por mês entre Brasília. Por essa regra, a verba mensal de Rosalba era de cerca de R$ 22.400.